quinta-feira, 17 de maio de 2012

Relato Final - Celia Pigini


Colegas e Tutora, neste curso pude ampliar meu conhecimento nas práticas de leitura, pois como professora de matemática sempre tive a certeza de que se o aluno não consegue interpretar um texto não consegue desenvolver qualquer atividade, minha discussão eterna com os outros professores. Poder aplicar em sala de aula diferente técnicas de abordagem onde os alunos possam aprender de diferente formas usando a mídia com maior segurança. Fazer o blog foi muito bom, pois realmente aprendi, fiz outro blog para outro curso. obrigada a todos pela colaboração e principalmente ao Zé Godoy pela ajuda.

Abraços

terça-feira, 15 de maio de 2012


Relato Reflexivo
 
De modo geral, o curso mostrou-se dentro do esperado: quais as metodologias inovadoras que podem ser utilizadas para a melhoria do processo ensino-aprendizagem e a forma de adaptar essas metodologias com a nossa prática em sala de aula.
As atividades foram motivadoras e até desafiadoras.
Os textos de apoio foram muito bons, com conteúdos abrangentes e relevantes para o que estava sendo proposto.
A criação do blog foi algo trabalhoso para muitos, mas como toda atividade em grupo, tivemos um colega que se destacou e auxiliou os demais, fazendo com que todos interagissem.
Minha grande dificuldade foi a produção textual do módulo 3 - criar uma crônica. Como disse no fórum naquele momento, eu não tenho as habilidades necessárias para criar um texto nesse gênero... Isso serviu para uma análise crítica da minha postura como professora: se eu, professora de Língua Portuguesa, tenho dificuldades, como posso cobrar que todos os meus alunos desenvolvam a mesma capacidade no mesmo momento? Acho que esse foi um ponto chave no curso para mim...
Esse último módulo foi muito bom, com textos informativos sobre Letramento, Escrita e Leitura.
Para finalizar, posso garantir que esse curso foi muito bom, me proporcionou muitos motivos de reflexão para a melhoria da minha prática pedagógica.
 
Abraços a todos!
Flávia

MINHA IMAGEM PANORÂMICA DO CURSO


O primeiro contato com o curso foi a videoconferência na qual apresentou a proposta. Quando apresentaram o nome dos 4 cursos pensei: este primeiro curso um vai ser moleza. Errei...os desafios foram sendo expostos gradativamente.
Realmente o módulo 1 achei mais fácil, pois tratou mais de conhecer os espaços, as formas de interação  e apresentação das pessoas, o maior desafio foi a questão dissertativa e o foco foi a comunicação entre as pessoas.
O módulo 2 inicia buscando nossas experiências com a leitura, para depois apresentar o recurso blog e propor um desafio maior, praticar uma comunicação de qualidade e construir um blog.   Foi fantástico! Precisava desenvolver o mesmo trabalho com um grupo de professores para o Curso Introdução à Educação Digital e o desenvolvimento da atividade em grupo proporcionou um maior domínio das possibilidades. A escrita de si ou para estudo era a tônica até este momento.
 Chega o módulo 3 com outro desafio: elaborar textos com finalidades e públicos diferentes. Criar um texto com algumas marcações em gênero específico, eu encarei como desafio, nunca com dificuldade, algo que me limitasse a produzir. Deu certo! Agreguei uma música, que nada mais é do que outro texto referência para o meu discurso. A empatia e a crítica a serviço do aprimoramento do texto estavam implícitas aqui.
Neste 4º módulo a reflexão das exigências de leitura na escola e nossa resignificação do percurso transcorrido neste curto período de tempo. Foi breve, foi intenso, foi marcante.
Inté

terça-feira, 8 de maio de 2012

Questão dissertativa sobre Estratégias de Leitura


O que é texto e capacidades necessárias para compreender e construir os sentidos do texto.

Considerando que a definição que Kleiman deu para texto é de uma construção cultural que adquire sentido devido a um sistema de códigos e convenções, o primeiro passo para que o leitor contrua o sentido dos mais variados textos que tem contato,  é fazer parte dessa cultura ou pelo menos conhecer as convenções, sob pena do leitor não compreender a mensagem de outrem e associar a mensagem com seu próprio sistema de códigos e convenções adquirido no meio em vive.
Já com o texto escrito especificamente, o trabalho de sala de aula com alunos de Ensino Médio revela que pelo fato desse aluno não ter conhecido adequadamente os códigos e as convenções denominadas oficiais da Língua Portuguesa, que de acordo com este curso foi nos revelada que é uma língua estrangeira, e que também é a língua onde é produzido os livros, principal material disponibilizado nas escolas públicas, o aluno não decodifica os textos de forma a não atingir a mensagem que o autor produziu, trazendo para o professor a responsabilidade de ensinar no uso cotidiano da língua suas convenções. 
Jamais um professor deve ver a dificuldade do aluno em usar o sistema de códigos e convenções como um empecilho para o aprendizado de outros conteúdos e competências.
O que a autora Rojo escreve sobre avanços no conhecimento de estratégias de leitura em geral, da leitura como compreensão do texto, leitura como uma relação entre o leitor e o autor e por fim a relação de um texto com outros textos, tudo isso é possível perceber considerando nossas próprias experiências de leitura.
Percebemos em nossas experiências em nossa vivência que o mundo no qual estamos inseridos foi construído sendo mediado pelos livros portadores de  conhecimentos que se constroem a partir da interação de pessoas de várias gerações.
Os jovens dessa geração estão inseridos neste mundo de avanços científicos e tecnológicos e independente do portador em que se tenha contato, dependerão da escrita para compreender seu mundo.
O professor por sua vez já passou por esse processo e é capaz de identificar o que foi necessário para que ele construísse os sentidos dos textos lidos.
Por isso, em sala de aula muitos professores já usam essas estratégias. É comum ver professores usando metodologias que tem como objetivo desenvolver as capacidades necessárias para que os textos propostos em sala tenham sentido para seus alunos:
Abaixo descrição de uma metodologia baseada nas  teorias de estratégias de leitura:
1º O professor leva para a sala de aula o Tema e em interação com os alunos “garimpa” o que seus alunos já sabem ou tem experiência desse tema. Fundamenta a importância e os motivos do estudo do tema. Como no texto de Rojo “Não há leitura que não seja orientada a uma finalidade da vida”.
Observação: No trecho do texto citado acima a autora coloca que por vezes a leitura escolar não está orientada para vida. No Ensino Médio este é o motivo muitas vezes da evasão escolar ou da indisciplina uma vez que ao não ver sentido na atividade o aluno simplesmente não adere à atividade.
2º Apresenta o autor do texto, passando a biografia, falando sobre a época e o lugar onde o autor vive ou viveu, e também mostra o que esse autor tem a oferecer aos alunos para o aprofundamento e melhor entendimento do tema em questão (é necessário que o aluno veja um objetivo na leitura proposta como já foi abordado neste curso).
Observação: Nesta fase entra também a experiência do professor. Uma vez adultos e, amadurecidas nossas ideologias e preferências políticas e estéticas, nos relacionamos com nossos autores como pessoas que por serem especialistas em determinado assunto por serem estudiosos neste assunto, contribuem para nosso próprio aprofundamento e melhor conhecimento no assunto. E é assim que o professor deve apresentar o autor para os alunos, propor um relacionamento de parceria com o autor e talvez até de crítica ao próprio autor, nunca como alguém que tem a posse da verdade absoluta criando como disse a autora Rojo “uma palavra autoritária” para os alunos.
3º Desenvolve atividades onde os alunos produzam, eles mesmos enquanto autores de textos também, textos que irão formar a intertextualidade com o texto lido, isso fará com eles possam expressar o contato que já tiveram com outros textos que possam ser colocados em relação ao texto lido, ou ainda, pesquisar outros gêneros textuais que tenham o mesmo tema e façam parte da intertextualidade do texto lido, a fim de fazer com os alunos a análise de discursos.
A capacidade decodificação usando o sistema de códigos e convenções permeia todo o processo, pois cada atividade é mais uma experiência e contato com o sistema de códigos, afinal ensinar a ler é função de todos os professores da escola independente da disciplina.



terça-feira, 1 de maio de 2012

Um sábado Perdido


Um Sábado Perdido

Um Sábado Perdido


            Abri os olhos, verifiquei o horário no relógio de cabeceira. Levantei, fui ao banheiro aí me dei conta de que era sábado. Mas já tinha despertado mesmo, então resolvi tomar um banho demorado e aproveitar aquela bela manhã. Estava terminando o banho quando a campanhia tocou, me enxuguei correndo e fui abrir a porta. Era minha amiga Cristina, que havia chegado na cidade para um curso e resolveu me visitar, estávamos colocando o papo em dia, quando a campanhia tocou novamente e ouvimos um baque surdo, como algo que caía.
   - Deve ser a dona Joana, disse-lhe, me pedindo algo emprestado.
Ao abrir a porta fiquei estarrecida, era realmente a Dona Joana, mas ela estava ali caída na minha porta.
             Abaixei para verificar e constatei que ela jazia, morta com uma xícara na mão. Olhei ao redor e não vi mais ninguém. Desesperada chamei a Cristina que mais calma, optou por ligar para a polícia que ao chegar começou me interrogando:-

- Seu nome por favor:
- Célia
- É a senhora que reside aqui?

 - Sim Senhor;

 - O que a senhora tem a dizer sobre o ocorrido?

 - Só sei que estávamos, eu e minha amiga Cristina, aqui conversando quando ouvimos a campanhia tocar e em seguida um barulho, como algo que caía. Abri a porta e encontrei essa senhora caída na soleira.

- A senhora conhece a morta?

- Sim, é minha vizinha, Dona Joana, que mora ao lado uma pessoa muito bondosa, trabalhadora, conversávamos de vez em quando, pois ela vinha sempre me pedir açúcar emprestado.

- O que mais a senhora pode dizer sobre ela?

- Bem sei, que ela mora sozinha, mas tem um filho que trabalha e reside em outra cidade.

- Certo Dona Célia, e sua amiga?

- Bem ela chegou a pouco para uma visita.

- Ok. Vamos tomar as providencias necessárias. Mas a senhora não saia da cidade pois poderemos precisar de mais alguns esclarecimentos.

- Certo, Senhor.

Resultado, perdi a bela manhã de sábado, perdi a vizinha e o papo com a amiga.

Multidão Surda, Muda e Fria



CRÔNICA:



Será que tenho mais 10 minutos, pensei ao ouvir o rádio despertar, puxei o cobertor e abri um dos olhos, o relógio a minha frente me dizia silencioso, não, não tem, levante-se agora!
Não estaria tão sonolenta, não fosse a reunião de  condomínio de ontem a noite. Geralmente essas reuniões são muito breve, mas ontem, o que foi aquilo? Uma baita discussão por causa de mais investimentos em segurança? Quando nos demos conta já era 11 horas da noite. Não sei porque tantos reverses, se tem gente invadindo o condomínio tem que investir oras bolas! Convivemos todos os dias com notícias de violência, pessoas que nem se conhecem, uma rouba a outra, xingam umas as outras, estorquem pessoas idosas, muitas vezes agride com indiferença. Pessoas que poderiam ser boas amigas, participar de natais juntas, ir uma na festa de aniversário do filho da outra, etc, mas se tornam desconhecidas por conta do isolamento gerado por não sermos um grupo e sim uma multidão.
Contudo devo admitir os vizinhos tem razão, o fato de sermos muitos nos isola é verdade, porém o que nos deixa mais isolados é falta de comunicação solidária com os outro . Não foi este o motivo do ocorrido com Dona Luciete naquela manhã fatídica. Quem não se lembraria com detalhes depois de relatado incansavelmente repetidas vezes pela simpática senhora.
 No banheiro ao praticar a higiene diária matinal, mal terminou e ouviu a campainha, ao abrir a porta levou um susto como nunca em sua vida, viu um homem caído, ninguém na soleira reconheceu na hora, era o Sr Isaías o síndico, foi até ele para ver se estava passando mal e se apavorou mais ainda, ao tocar-lhe percebeu que estava morto. Correu ligar para a polícia.
A vida  como sempre cheia de surpresas, terminada as investigações as revelações para todos do prédio. O assassino nosso ex-vizinho. O  assassinato vingança! O motivo banal!  Sr Isaías havia descoberto que o Jovem morador do apartamento 17, 4º andar, praticava  rituais satânicos e misturava com consumo de drogas. De acordo com Dona Luciete, para segurança dos demais moradores pediu ao proprietário do imóvel que rompesse o contrato de aluguel.
Para muito de nós, porém resultado de intolerância de ambas as partes. Sr Isaías evangélico fanático falava aos 4 ventos que o Senhor o havia incubido da missão de exorcizar o prédio. E que fiel aos preceitos divinos iria ele mesmo expulsar o servo do demônio. Chegou a invadir o apartamento do moço com chave reserva quando esse não estava em casa.
Dizem que foi pessoalmente entregar a missão no céu.