Um Sábado Perdido
Um Sábado Perdido
Abri os olhos, verifiquei o horário
no relógio de cabeceira. Levantei, fui ao banheiro aí me dei conta de que era
sábado. Mas já tinha despertado mesmo, então resolvi tomar um banho demorado e
aproveitar aquela bela manhã. Estava terminando o banho quando a campanhia
tocou, me enxuguei correndo e fui abrir a porta. Era minha amiga Cristina, que
havia chegado na cidade para um curso e resolveu me visitar, estávamos
colocando o papo em dia, quando a campanhia tocou novamente e ouvimos um baque
surdo, como algo que caía.
- Deve ser a dona Joana, disse-lhe, me pedindo algo emprestado.
Ao abrir a porta fiquei estarrecida,
era realmente a Dona Joana, mas ela estava ali caída na minha porta.
Abaixei para verificar e constatei
que ela jazia, morta com uma xícara na mão. Olhei ao redor e não vi mais
ninguém. Desesperada chamei a Cristina que mais calma, optou por ligar para a
polícia que ao chegar começou me interrogando:-
- Seu nome por favor:
- Célia
- É a senhora que reside aqui?
- Sim Senhor;
- O que a senhora tem a dizer sobre o
ocorrido?
- Só sei que estávamos, eu e minha amiga
Cristina, aqui conversando quando ouvimos a campanhia tocar e em seguida um
barulho, como algo que caía. Abri a porta e encontrei essa senhora caída na
soleira.
- A senhora conhece a morta?
- Sim, é minha vizinha, Dona Joana,
que mora ao lado uma pessoa muito bondosa, trabalhadora, conversávamos de vez
em quando, pois ela vinha sempre me pedir açúcar emprestado.
- O que mais a senhora pode dizer
sobre ela?
- Bem sei, que ela mora sozinha, mas
tem um filho que trabalha e reside em outra cidade.
- Certo Dona Célia, e sua amiga?
- Bem ela chegou a pouco para uma
visita.
- Ok. Vamos tomar as providencias
necessárias. Mas a senhora não saia da cidade pois poderemos precisar de mais
alguns esclarecimentos.
- Certo, Senhor.
Resultado, perdi a bela manhã de
sábado, perdi a vizinha e o papo com a amiga.
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