terça-feira, 1 de maio de 2012

Um sábado Perdido


Um Sábado Perdido

Um Sábado Perdido


            Abri os olhos, verifiquei o horário no relógio de cabeceira. Levantei, fui ao banheiro aí me dei conta de que era sábado. Mas já tinha despertado mesmo, então resolvi tomar um banho demorado e aproveitar aquela bela manhã. Estava terminando o banho quando a campanhia tocou, me enxuguei correndo e fui abrir a porta. Era minha amiga Cristina, que havia chegado na cidade para um curso e resolveu me visitar, estávamos colocando o papo em dia, quando a campanhia tocou novamente e ouvimos um baque surdo, como algo que caía.
   - Deve ser a dona Joana, disse-lhe, me pedindo algo emprestado.
Ao abrir a porta fiquei estarrecida, era realmente a Dona Joana, mas ela estava ali caída na minha porta.
             Abaixei para verificar e constatei que ela jazia, morta com uma xícara na mão. Olhei ao redor e não vi mais ninguém. Desesperada chamei a Cristina que mais calma, optou por ligar para a polícia que ao chegar começou me interrogando:-

- Seu nome por favor:
- Célia
- É a senhora que reside aqui?

 - Sim Senhor;

 - O que a senhora tem a dizer sobre o ocorrido?

 - Só sei que estávamos, eu e minha amiga Cristina, aqui conversando quando ouvimos a campanhia tocar e em seguida um barulho, como algo que caía. Abri a porta e encontrei essa senhora caída na soleira.

- A senhora conhece a morta?

- Sim, é minha vizinha, Dona Joana, que mora ao lado uma pessoa muito bondosa, trabalhadora, conversávamos de vez em quando, pois ela vinha sempre me pedir açúcar emprestado.

- O que mais a senhora pode dizer sobre ela?

- Bem sei, que ela mora sozinha, mas tem um filho que trabalha e reside em outra cidade.

- Certo Dona Célia, e sua amiga?

- Bem ela chegou a pouco para uma visita.

- Ok. Vamos tomar as providencias necessárias. Mas a senhora não saia da cidade pois poderemos precisar de mais alguns esclarecimentos.

- Certo, Senhor.

Resultado, perdi a bela manhã de sábado, perdi a vizinha e o papo com a amiga.

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