terça-feira, 8 de maio de 2012

Questão dissertativa sobre Estratégias de Leitura


O que é texto e capacidades necessárias para compreender e construir os sentidos do texto.

Considerando que a definição que Kleiman deu para texto é de uma construção cultural que adquire sentido devido a um sistema de códigos e convenções, o primeiro passo para que o leitor contrua o sentido dos mais variados textos que tem contato,  é fazer parte dessa cultura ou pelo menos conhecer as convenções, sob pena do leitor não compreender a mensagem de outrem e associar a mensagem com seu próprio sistema de códigos e convenções adquirido no meio em vive.
Já com o texto escrito especificamente, o trabalho de sala de aula com alunos de Ensino Médio revela que pelo fato desse aluno não ter conhecido adequadamente os códigos e as convenções denominadas oficiais da Língua Portuguesa, que de acordo com este curso foi nos revelada que é uma língua estrangeira, e que também é a língua onde é produzido os livros, principal material disponibilizado nas escolas públicas, o aluno não decodifica os textos de forma a não atingir a mensagem que o autor produziu, trazendo para o professor a responsabilidade de ensinar no uso cotidiano da língua suas convenções. 
Jamais um professor deve ver a dificuldade do aluno em usar o sistema de códigos e convenções como um empecilho para o aprendizado de outros conteúdos e competências.
O que a autora Rojo escreve sobre avanços no conhecimento de estratégias de leitura em geral, da leitura como compreensão do texto, leitura como uma relação entre o leitor e o autor e por fim a relação de um texto com outros textos, tudo isso é possível perceber considerando nossas próprias experiências de leitura.
Percebemos em nossas experiências em nossa vivência que o mundo no qual estamos inseridos foi construído sendo mediado pelos livros portadores de  conhecimentos que se constroem a partir da interação de pessoas de várias gerações.
Os jovens dessa geração estão inseridos neste mundo de avanços científicos e tecnológicos e independente do portador em que se tenha contato, dependerão da escrita para compreender seu mundo.
O professor por sua vez já passou por esse processo e é capaz de identificar o que foi necessário para que ele construísse os sentidos dos textos lidos.
Por isso, em sala de aula muitos professores já usam essas estratégias. É comum ver professores usando metodologias que tem como objetivo desenvolver as capacidades necessárias para que os textos propostos em sala tenham sentido para seus alunos:
Abaixo descrição de uma metodologia baseada nas  teorias de estratégias de leitura:
1º O professor leva para a sala de aula o Tema e em interação com os alunos “garimpa” o que seus alunos já sabem ou tem experiência desse tema. Fundamenta a importância e os motivos do estudo do tema. Como no texto de Rojo “Não há leitura que não seja orientada a uma finalidade da vida”.
Observação: No trecho do texto citado acima a autora coloca que por vezes a leitura escolar não está orientada para vida. No Ensino Médio este é o motivo muitas vezes da evasão escolar ou da indisciplina uma vez que ao não ver sentido na atividade o aluno simplesmente não adere à atividade.
2º Apresenta o autor do texto, passando a biografia, falando sobre a época e o lugar onde o autor vive ou viveu, e também mostra o que esse autor tem a oferecer aos alunos para o aprofundamento e melhor entendimento do tema em questão (é necessário que o aluno veja um objetivo na leitura proposta como já foi abordado neste curso).
Observação: Nesta fase entra também a experiência do professor. Uma vez adultos e, amadurecidas nossas ideologias e preferências políticas e estéticas, nos relacionamos com nossos autores como pessoas que por serem especialistas em determinado assunto por serem estudiosos neste assunto, contribuem para nosso próprio aprofundamento e melhor conhecimento no assunto. E é assim que o professor deve apresentar o autor para os alunos, propor um relacionamento de parceria com o autor e talvez até de crítica ao próprio autor, nunca como alguém que tem a posse da verdade absoluta criando como disse a autora Rojo “uma palavra autoritária” para os alunos.
3º Desenvolve atividades onde os alunos produzam, eles mesmos enquanto autores de textos também, textos que irão formar a intertextualidade com o texto lido, isso fará com eles possam expressar o contato que já tiveram com outros textos que possam ser colocados em relação ao texto lido, ou ainda, pesquisar outros gêneros textuais que tenham o mesmo tema e façam parte da intertextualidade do texto lido, a fim de fazer com os alunos a análise de discursos.
A capacidade decodificação usando o sistema de códigos e convenções permeia todo o processo, pois cada atividade é mais uma experiência e contato com o sistema de códigos, afinal ensinar a ler é função de todos os professores da escola independente da disciplina.



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